A Forma da Água | #Oscar2018

E aí gente, tudo bem?
A partir de hoje, teremos aqui no blog um aquecimento para o Oscar e críticas dos filmes que receberam mais indicações. A cerimônia ocorrerá no dia 04 de Março de 2018 e será exibido no canal TNT.

E o primeiro filme será “A Forma da Água”, um longa que recebeu 13 indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme. Será que ele mereceu tantas indicações?

A Forma da Água foi dirigido por Guillermo del Toro, que tem em seu currículo: “O Labirinto do Fauno”, “Círculo de Fogo”, “Hellboy” e “A Colina Escarlate”. Ele é bem conhecido por ser um diretor fascinado por monstros e criaturas, conseguindo trazer drama e emoção em suas obras.
No filme, além de diretor, ele também é o roteirista e o produtor. E isso fez com que Del Toro se doasse por inteiro e colocasse o coração nessa bela história.

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O longa conta a historia de Eliza, interpretada por Sally Hawkins, uma mulher muda que trabalha como faxineira em um tipo de laboratório secreto dos Estados Unidos, durante o período da Guerra Fria. Um dia ela descobre que estão mantendo uma criatura aquática dentro desse laboratório sob maus tratos e tortura, enquanto passa por algumas experiências. Quem captura a criatura é o agente Strickland, interpretado por Michal Shannon que faz o vilão do filme, um homem carrancudo, mal humorado e com uma expressão carregada. As cenas em que ele aparece são tensas, ficamos na expectativa do que vai acontecer e do que ele pode fazer.

Eliza é uma mulher curiosa, resolve tentar entender o que está acontecendo (escondida, é claro) e começa a se comunicar com tal criatura através de músicas, gestos e até mesmo, o alimentando. Isso tudo se torna uma paixão, eles se encantam um com o outro, e acaba havendo uma identificação nessa relação. Por isso, ela quer resgatá-lo dali para salvá-lo das maldades que ele sofre no dia a dia.

Elisa tem dois amigos que acabam a ajudando. Zelda, interpretada por Octavia Spencer, é o alivio cômico do filme. Um detalhe curioso é o contraste entre as duas, no sentido de Eliza ser muda e Zelda não parar de falar! (rs) As duas se dão super bem e ela representa muito o público que está assistindo. Zelda tem dúvidas e curiosidades, assim como nós, em relação ao relacionamento da amiga com o “monstro”. Os diálogos em que ela aparece nos fazem rir bastante.

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Outro personagem muito amigo de Eliza é o Giles, vizinho dela, interpretado por Richard Jenkins. Ele já é um senhor, e revela ser um homossexual que tem seus sentimentos reprimidos. Entao ele também tem os momentos de solidão dele e acaba criando essa relação bonita de amizade e companheirismo com Eliza. Ele vai ajudá-la a salvar a criatura e é mais um que acaba criando uma identificação, porque ele vê ali um problema que também acontece com ele: Não ser aceito na sociedade.

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Além dos principais, Michael Stuhlbarg interpreta um cientista bem importante na história. Não posso revelar muito sobre o personagem, mas adianto que ele tem um bom arco dramático no filme.

A interpretação de cada um no filme está incrível, intensa e delicada em vários momentos.
Sally Hawkins está perfeita no papel. Uma personagem sem falas durante o filme, que consegue impressionar com cada gesto e expressão facial. Uma das melhores cenas da atriz, mostra uma discussão entre a protagonista e seu amigo, e ela se mostra desesperada atrás de ajuda. A cena consegue passar a angústia da personagem com uma linda atuação de Sally, e ali eu tive certeza do merecimento na indicação ao Oscar. A personagem de Octavia Spencer lembra muito outros papéis da atriz, mas eu gosto muito de vê-la atuando. Além do carisma, ela se mostra natural e divertida.
Richard Jenkins tem leveza na atuação. Além de protagonizar algumas cenas engraçadas, o filme mostra um pouco do drama na vida de seu personagem.
Michael Shannon traz um vilão machista, dominador, que quer ser superior a todos e traz aquele ar pesado toda vez que está em cena. O ator deu um tom certo a Strickland.
E mais uma vez interpretando um monstro, Doug Jones dá vida à criatura principal do filme. Ele já trabalhou em vários filmes de Del Toro e é um grande artista por trás de inúmeros monstros de Hollywood. Nesse filme, eles repetem a parceria e o ator se expressa muito bem fisicamente, conseguindo passar cada sentimento em cena.

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O filme é uma poesia. Uma linda história de amor, que num primeiro momento é impossível aos nossos olhos, mas que durante o filme , conseguimos apreciar cada detalhe. Em cada passo dado, há uma emoção inevitável.
A direção de Del Toro mostra leveza ao passear com a câmera pelas cenas. As cores são usadas para identificar cada momento, com um tom esverdeado na maior parte do filme, em que podemos sentir uma certa melancolia. Além disso, essa cor mostra um efeito de água turva e também é a cor do anfíbio. Há toda uma ligação.
O tom verde também está presente no figurino de Eliza no início do filme, mas conforme ela vai se apaixonando e se entregando, ela começa a usar o tom vermelho na roupa e até no batom. No laboratório, prevalecem os tons esverdeados, roupas escuras e quando eles estão fora daquele ambiente pesado, mostra tons mais amarelados nas cenas. Tudo é muito bem pensado e conseguimos ver o cuidado com a fotografia, a direção de arte e o figurino.

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A Trilha sonora também soube guiar muito bem o filme. Como a personagem principal é muda, as músicas se sobressaíram e todas se encaixaram muito bem em cada momento.

O filme aborda temas importantes como: Preconceito, intolerância, diferenças na sociedade e diferença entre humanos e monstros, como cada um se comporta como tal.
São questões para se refletir.

O filme recebeu 13 indicações ao Oscar – muito bem merecido – que foram:

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som , Melhor Edição de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora.

O Oscar vai ser exibido no dia 04 de Março, então assista e tire suas conclusões sobre o filme que recebeu mais indicações em 2018!
Lembrando que a faixa etária é 16 anos, pois o filme mostra algumas cenas um pouco mais picantes, não podendo ser indicado para todos os públicos.

Espero que tenham gostado da crítica de hoje e que acompanhem o blog e o canal para ficarem por dentro dos maiores filmes indicados desse ano!
Até a próxima.

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1 Comentário
  • Luciana Sousa
    maio 3, 2018

    O êxito do filme se deve muito ao grande elenco que é bastante conhecido pelo seu grande trabalho. Michael Shannon fez um ótimo trabalho no filme. Eu vi que seu próximo projeto, Fahrenheit 451 será lançado em breve. Acho que será ótimo! Adoro ler livros, cada um é diferente na narrativa e nos personagens, é bom que cada vez mais diretores e atores se aventurem a realizar filmes baseados em livros. Acho que Fahrenheit 451 sera excelente! Se tornou em uma das minhas histórias preferidas desde que li o livro, quando soube que seria adaptado a um filme, fiquei na dúvida se eu a desfrutaria tanto como na versão impressa. Acabo de ver o trailer da adaptação do livro, na verdade parece muito boa, li o livro faz um tempo, mas acho que terei que ler novamente, para não perder nenhum detalhe. Vi os horários de transmissão em: https://br.hbomax.tv/movie/TTL711416/Fahrenheit-451 deixo o link por se alguém se interessar. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas.

E aí, o que achou?

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