VENOM | CRÍTICA SEM SPOILERS #NOCINEMA

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Hoje, 04 de Outubro, chega aos cinemas o filme de um dos maiores vilões do Homem-Aranha: o Venom.

A história fala sobre Eddie Brock (Tom Hardy), um jornalista investigativo que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias. Eddie acaba entrando em contato com um simbionte, o Venom, e adquire habilidades super poderosas e perigosas.

Dirigido por Ruben Fleischer, a ideia era mostrar a origem e a ligação de Venom com Eddie Broke, deixando bem claro que o protagonista é um anti-herói nessa história. Não há qualquer ligação com o novo Homem-Aranha da MCU e a falta de conexão com esse Universo já é um dos motivos para o filme ficar estacionado na década passada.

O roteiro é confuso e acabou se perdendo por não poder usar todos os elementos necessários. Para quem não sabe, o filme diminuiu sua classificação de 18 para 13 anos e isso afetou no corte de cenas que estariam na versão oficial. Alguns furos nos deixam desacreditados na real história de Venom, já que estamos descobrindo a origem dele e as expectativas de ver um vilão imponente nas telonas era grande! Mas o desenvolvimento do personagem tomou um rumo diferente, com toques sentimentais e muito humor.

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Tom Hardy se esforça para entregar um protagonista consistente mas sua atuação fica comprometida por uma história que se perde em vários momentos. Assim como Michelle Willians, que mostra ser uma personagem decidida, mas não está entre suas melhores atuações.
O vilão do filme (sim, temos um vilão), interpretado por Riz Ahmed, não convence e cai no no clichê com cenas previsíveis e monólogos exagerados.

Mas não se preocupe, pois “Venom” tem seus pontos positivos sim! A relação entre Eddie Brock e o simbionte consegue divertir em várias cenas, se tornando o ponto alto do filme. A interação entre os dois prende a atenção e o carisma cativa nesses momentos, fazendo com que o público se importe com o personagem. Além disso, vemos um visual interessante de Venom, com características mais detalhadas e uma versão mais parecida com o original. Nesse caso, os fãs agradecem.

Por fim, “Venom” não é um filme que vai ser lembrado por muitos anos, mas vai entreter um público que quer ir ao cinema com os amigos e se divertir sem preocupações com uma adaptação fiel aos quadrinhos. Vale lembrar que temos duas cenas pós créditos. Uma que mostra uma possível sequência do filme e outra que é um curta, mas não vou falar muito para não estragar a surpresa.

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O PREDADOR (2018) | CRÍTICA SEM SPOILERS #NOCINEMA

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Mais um filme sobre o alienígena mais temido dos anos 80 : “O Predador”.

Agora os mais letais caçadores do universo estão mais fortes, mais inteligentes e mais mortais do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies. Quando um jovem acidentalmente causa seu retorno à Terra, apenas uma equipe improvável de ex-soldados e um professor de ciências amargurado podem evitar o extermínio da raça humana.

O Predador (2018) leva em consideração apenas os dois primeiros filmes da franquia: Predador (1987) e Predador 2 (1990). Com muitas referências aos anteriores, o filme atual não se preocupa em apresentar as criaturas e já parte para a ação, com direito a tripas, cabeças rolando e muito sangue!

O primeiro ato apresenta cenas que prendem a atenção do público e cria boas expectativas sobre o que vai acontecer em toda a história.  Já o segundo ato começa a apresentar muitas falhas no roteiro, podendo causar desconforto e até mesmo decepção no espectador.

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O Predador consegue criar tensão. É forte, inteligente e perigoso. Porém, o diretor Shane Black optou por não seguir a linha do terror e o humor está presente na maior parte do filme. As piadas até funcionam em certos momentos, mas em sua maioria são bem exageradas e podem incomodar bastante algumas pessoas.

As atuações estão boas, os personagens são carismáticos e há uma ótima química entre todo o elenco. Um pena tudo isso ter sido mal aproveitado com tantos diálogos ruins e descabíveis.

O destaque vai para as cenas de ação com alta qualidade e bons efeitos especiais, que ajudam a melhorar o ritmo do filme e atrai o espectador. Vale lembrar que a classificação é 18 anos, por apresentar fortes cenas de violência.

“O Predador” possui poucas cenas de terror, grandes cenas de ação, mas apostou exageradamente na comédia, tornando o filme galhofa.

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A FREIRA – O QUE ESPERAR DO FILME? |CRÍTICA SEM SPOILERS #NOCINEMA

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Com o sucesso do filme “Invocação do Mal”, a ansiedade era grande para a chegada de “A Freira” nos cinemas. Será que atende às expectativas?

Dirigido por Corin Hard e produzido por James Wan, a franquia retorna com o filme de um personagem super assustador: O demônio Valak, assumindo sua forma religiosa. A história começa com o suicídio de uma freira e seu corpo é encontrado por Frenchie, um morador da região. A partir disso, o Vaticano envia o Padre Burke e a Irmã Irene para investigar a causa da morte e possíveis eventos sobrenaturais no local.

A trama traz um cenário sombrio, com ar de terror clássico e elementos que tornam o filme macabro, como: Cemitério, igreja escura, alucinações e momentos de possessão. Um filme com muitos sustos, porém, previsíveis em sua maioria.

O desempenho dos atores é positivo e revela o carisma de cada um em cena. Taissa Farmiga, irmã mais nova de Vera Farmiga, consegue se manter à altura do papel principal junto com a experiência de Demián Bichir, um dos protagonistas da história. Outro ator que se destaca no filme é Jonas Bloquet, que interpreta Frenchie, um personagem importante na trama, mas que traz muitos alívios cômicos e acaba quebrando o clima de tensão em algumas cenas.
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A história começa a apresentar fraqueza quando as imagens aterrorizantes passam a tomar muito tempo de tela e nada é mais “tão assustador” como parecia. Além dos famosos clichês (imagens no espelho, por exemplo), muitas cenas de impacto já foram apresentadas em teasers e trailers divulgados anteriormente. Então, o espectador já tem uma ideia do que pode surgir em cada momento.

Vale ressaltar que, mesmo o filme não sendo o mais aterrorizante da franquia, ele consegue trazer um sentimento de angústia e despertar a curiosidade do público em saber mais sobre todo o poder de uma personagem tão importante em “Invocação do Mal 2”.

“A Freira” tem ligação com os outros filmes da franquia e por isso separei todos em ordem cronológica, com os anos em que as histórias se passam, para que você fique por dentro de tudo:

A Freira: 1952
Annabelle 2 – A Criação do Mal: 1958
Annabelle: 1970
Invocação do Mal: 1971
Invocação do Mal 2: 1978

Com a sua estreia marcada para o dia 06 de Setembro, “A Freira” cumpre seu papel de explicar algumas conexões desse universo e é um bom passatempo para quem curte levar alguns sustos na telona, mas está longe de ser o mais tenebroso da franquia.


 

Se já assistiu, me conta aqui nos comentários o que achou do filme!
Beijos e até a próxima!

Por Fernanda Cerqueira.